Do presentismo ao telepresentismo: como evitar o efeito de burnout

May 24, 2021

telepresentismo

A síndrome do trabalhador queimado ou a síndrome do burnout sempre foi uma preocupação para os departamentos de recursos humanos. Com o notável aumento do trabalho remoto no novo normal, esta preocupação mantém-se, assumindo uma nova dimensão. É necessário monitorizar o ‘tecnostress’, para além de minimizar o impacto negativo do presentismo virtual ou telepresentismo.

Tal como o presentismo analógico é um arrasto na produtividade real, a sensação de conexão permanente e de manutenção da disponibilidade 24/7 pode levar à dinâmica de burnout. Desde maio de 2019, a OMS reconheceu oficialmente que o stress do trabalho tem afetado negativamente a saúde psicológica e física dos trabalhadores. Por outro lado, a própria OMS estima que uma em cada cinco pessoas sofrerá de uma condição relacionada com a saúde mental na realidade pós-pandemia. O dobro do que seria registado numa situação normal.

Usar a tecnologia para gerir objetivos e contornar o telepresentismo

Embora paradoxal, a digitalização pode ser a solução, para minimizar o impacto negativo do presentismo virtual. Especialmente quando se trata de ligar a produtividade à Gestão por Objetivos, o que reduz o tempo conectado e a sensação de estar disponível e online sem necessariamente ser útil a objetivos estratégicos.

O uso de um software RH também permite desenvolver uma dinâmica de comunicação interna que diminui a sensação de isolamento e solidão. Além de atenuar a incerteza sobre enfrentar uma situação disruptiva, permite partilhar objetivos, soluções e preocupações com o resto da organização.

O medo de uma tradução do presentismo para o ambiente virtual é legítimo. Não é descartável que alguns casos se manifestem. No entanto, a gestão remota de RH pode manter o telepresentismo, à distância.

Avaliar o desempenho com KPI’s

Para além do tempo de ligação ou da disponibilidade virtual, a evolução do projeto e, portanto, a produtividade dos colaboradores, devem estar ligadas a itens de medição relacionados com objetivos estratégicos claros e marcos temporais. A telepresença não deve ser um desses indicadores de desempenho.

Criar uma comunicação fluida

Através de canais informais que lhe permitem partilhar sensações, obstáculos e soluções no fluxo de trabalho remoto. Isto reduz significativamente a sensação de enfrentar situações individuais que são na verdade semelhantes a outros membros da equipa.

Incentivar a conciliação

As ferramentas de gestão remota de RH permitem-lhe estabelecer modelos de trabalho, horários, turnos e rotações que ajudam no cumprimento dos seus objetivos. Graças a eles, podemos estabelecer uma dinâmica de operação que se direciona para a conciliação da vida privada e profissional, e não para o “rapto” de todo o tempo disponível dos trabalhadores.

Embora o telepresentismo seja um risco, o uso combinado de um software de gestão de RH com um “direito de desconexão” apropriado e de acordo com a política corporativa, pode afastar o fantasma do burnout da sua organização.