Chief Joy Officer chave para a gestão do talento

Fevereiro 19, 2020

Chief Joy Officer

Em muitos casos, um dos principais obstáculos para o responsável da gestão do talento nas empresas é fazer frente à falta de motivação dos recursos humanos. Quando se introduzem tarefas de avaliação de desempenho por parte do departamento de RH, disparam muitos alarmes no rendimento laboral. A figura de Chief Joy Officer pode converter-se na solução para estes problemas.

Não se trata de que o talento disponível não seja o adequado. Também muitas vezes, os integrantes da equipa vão trabalhar desmotivados e mesmo em pânico. Até ao extremo de desejar evitá-lo a todo custo. Isto acontece quando existe um clima de trabalho inadequado, comandado por pessoas com uma liderança sem foco. Para evitar estas situações e extrair todo o potencial de cada elemento de uma organização através da gestão do talento, está a surgir uma nova tendência na liderança dos RH, centrado na figura do Chief Joy Officer (CJO).

O que é e de onde vem o conceito de CJO

O criador do termo é Richard Sheridan. Baseando-se na sua própria experiência, como gestor de uma empresa de software, o autor propõe um modelo de liderança que promova um modelo de direção baseado na alegria de todo o staff. Impossível? Não, se o responsável por guiar o caminho dos demais, modificar os seus focos de atenção.

A chave para este modelo de liderança está na humildade, no cuidado e na atenção mútua. O “excesso de peso” das estruturas hierárquicas das empresas assumem demasiado protagonismo histórico às ideias de “superioridade”, “chefe” e “subordinado”. Sheridan defende que o autêntico líder é humilde e reconhece todas as pessoas como iguais. Ele incluído. É a principal diferença entre um chefe e um líder.

A alegria nas coisas simples

Todos temos, na nossa vida coisas, pessoas, situações e pormenores que nos trazem alegria. O objetivo de um Chief Joy Officer é averiguar quais são esses “geradores de alegria”. O departamento de RH é o melhor posicionado para entrevistar, analisar e encontrar esses “ativadores” nas pessoas.

Fomentar a positividade em todo o momento pode facilitar muito o caminho. Também simplificar muitas tarefas e processos. E, principalmente fomentar uma cultura que promova a atenção e o cuidado pelos que trabalham ao nosso lado, como iguais. Com independência de funções ou posição hierárquica que simplesmente se deve respeitar.

A importância das equipas e do desenvolvimento, na gestão do talento

A melhor forma de criar um ambiente positivo e alegre é conseguir que todos os integrantes de uma equipa saibam que são valorizados e respeitados. E que podem desenvolver as suas aspirações pessoais e profissionais dentro da empresa. Para tal, é importante que o CJO contemple a possibilidade de potenciar políticas internas de desenvolvimento, tanto individuais como em grupo. Assim como incentivar a formação.

Se no nosso trabalho nos podemos converter em alguem melhor, algo fomentado pela própria empresa e pelos responsáveis de RH, o nosso trabalho não será um fardo ou um criador de ansiedade ou stress. É um meio para um fim que nos convertirá em algo mais. Em alguém mais feliz.

Neste sentido o Chief Joy Officer tem que se preocupar especialmente por conseguir que a formação, a aprendizagem e a melhora sejam percebidos como aspectos positivos e desejáveis. Não só para conseguir melhores resultados na avaliação de desempenho, produzir mais ou aumentar as vendas. Mas também para superar as nossas próprias limitações e superar o que se espera de nós. Um ambiente de trabalho favorável em que reine a igualdade, a empatia, o cuidado mútuo e as possibilidades de progredir na carreira nunca será um “poço de sofrimento”, mas sim o cenário onde se persegue e obtém a felicidade.

 

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